segunda-feira, 4 de março de 2013

Moda&Estilo - Um contraste estiloso: PUNK & MODA

Em meados de 1970 surgia um dos mais importantes movimentos do século: O MOVIMENTO PUNK. Representando mais uma manifestação juvenil semelhante aos da década de 50 e 60: o objetivo do movimento era a afirmação de um estilo, sem envolver com questões éticas, políticas ou sociais. 



O estilo musical Punk rock surgiu nos Estados Unidos com a banda THE RAMONES, que se baseou no rock n’ roll, com músicas simples e curtas, no máximo com três ou quatro acordes. Na Inglaterra, o espírito renovador do Punk rock juntou-se a uma situação de tédio cultural e decadência social, provocando o surgimento do Punk propriamente dito, com estilo visual grosseiro, humor ácido, sarcasmo, agressividade e pessimismo. Movimento contra a guerra no Vietnã, o Punk era contra a lei, e por isso surgiu o manifesto em forma de música, moda e comportamento. 


Sua música tange a assuntos sobre as condições enfrentados pelos seus adeptos, críticas a educação, política desemprego, falta de perspectiva daí vem toda a agressividade do Punk e algumas de suas características idéias anarquistas, niilistas e revolucionárias. Revolta feita de revolução, agressividade, agilidade, guitarra, baixo, bateria e três acordes.

Como são comuns aos movimentos urbanos, os Punks usavam as ruas, o espaço público como palco para se afirmarem enquanto grupo. De maneira criativa e original criavam uma colagem inusitada de referências visuais, aproveitando aquilo que tinham à mão, na lógica do ― DO IT YOURSELF (faça você mesmo).


A moda Punk pretendeu demarcar-se da moda vigente na década de 70, utilizando elementos chocantes e ofensivos que iam contra os valores defendidos pela sociedade da época, contudo existem alguns subgêneros do Punk que apresentam uma aparência menos exuberante ou contestadora, como é o caso do estilo tradicional hardcore (que surgiu a partir de uma ramificação anticomercial do Punk).

Enquanto a música teve uma grande força na década de 1980, a estética Punk continua forte, influenciando a indumentária em quase todos os seus itens, como por exemplo, nas bolsas, que nos últimos três anos têm correntes e metais como principal elemento de seu estilo.

A primeira estilista a vestir uma banda Punk foi VIVIENNE WESTWOOD, casada na década de 70 com o produtor dos SEX PISTOLS (Malcolm McLaren), e pode-se dizer que foi esse o marco da enorme relação entre o Punk e a moda. A partir desse momento as roupas passaram a chegar tão longe quanto a ideologia rebelde do Punk, que desde o seu início em meados da década de 70 pregou a respeito de idéias anarquistas e sobre a liberdade de se acreditar ou não em uma força superior. Depois disso, a partir dos anos 80, vários estilistas passaram a usar esses elementos em suas criações, como Jean-PaulGaultier, Rei Kawakubo, Ann Demeulemeester, John Galliano, entre outros.

Vivienne e Malcolm McLaren/ Vivienne Westwood/ Loja SEX

A moda resgata a energia e a rebeldia dos Punks, trazendo-a a tona em meio de tanta efervescência cultural, algumas vezes torna isso banal também.  Os Punks transformaram a estética construindo uma visualidade que marcou para sempre a moda e o vestuário. A figura do Punk, que um dia foi o símbolo de agressão e desconforto, tornou-se o cartão-postal de Londres, tornando-se referencia da Inglaterra.



A prova dessa gigantesca influencia evidencia-se nos elementos que um dia causaram repugnância e medo são comumente incorporados às imagens de beleza e de pertencimento: camisetas de banda rasgadas e puídas, calças jeans ―detonadas e lixadas e mesmo o piercing, que os Punks traziam em seu visual de maneira grosseira, hoje estão bastante desenvolvidos em modelos e técnicas de aplicação.

Outra grande característica punk é o cabelo moicano, que consiste num corte de cabelo de origem indígena que era usado pelos povos moicanos. Os índios moicanos preferiam morrer a deixar serem controlados pelos homens brancos que chegaram a seus territórios; por isso, os punks usam este tipo de corte para simbolizar a sua luta contra o sistema de governo que quer impor todo tipo de controle à liberdade do povo, com o lema: "É preferível morrer a viver como um fantoche”.

Apesar de ter vários tipos de moicano existem alguns que são mais conhecidos. O moicano Spikes é um deles, esse moicano é aquele mais espetado que lembra 'espinhos'. Também tem o moicano Leque que é aquele mais 'perfeitinho' que lembra uma 'crista'. E também o chelsea hawk que são os longos.  O verdadeiro moicano é aquele raspado nas laterais (Moicano Leque).

As mulheres também podem usam moicano, que com toda certeza tá um Up no visu.



O corte moicano foi adotado pelos punks entre o fim da década de 1970 e o início da década de 1980, influenciados por bandas punks como THE EXPLOITED e PLASMATICS, cujos líderes foram precursores do corte de cabelo no movimento britânico e americano, respectivamente.

O moicano no movimento punk tem o significado de anti-opressão, ou seja, não é só um corte de cabelo ou visual, ser punk é um estilo de vida.

"PUNK’S NOT DEAD!" (Punk não está morto!) e a prova disto está em sua grande influência na história, na moda, e principalmente, na música. Além de ser a essência da moda underground, o Punk não é só estilo, mas acima de tudo, é MOVIMENTO!








sexta-feira, 1 de março de 2013

Olha Fotográfico - Pará, A Casa da Cerâmica Indígena

Hoje o Olhar Fotográfico visita o nosso Estado irmão e vizinho Pará, para mostrar um pouco sobre o artesanato indígena, tão evidênciado nesse lugar.
A arte da cerâmica indígena amazônica encontra no Pará seu maior pólo produtor, são dezenas de olarias (oficinas) espalhadas principalmente no bairro do Paracuri, onde famílias inteiras sobrevivem da confecção de peças em argila. Mas não é só a tradição ceramista que encontramos em Icoaraci, há uma diversidade de artesãos que se inspiram na herança indígena para confeccionar panôs, cuias, remos, móveis rústicos, biojóias e uma série de produtos. 








Curta:Tribos AP


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Moda&Estilo - O Viking Metal e Suas Valquírias

Viking Metal é o maior e mais consolidado sub-gênero do folk metal e black metal com influências da cultura e da mitologia nórdica.
Traz em sua música menções à Era Viking e ao Paganismo Nórdico e todo o cenário escandinavo de desbravadores, berzerkers, drakkars e afins. Os principais deuses nórdicos são Odin (deus dos deuses) e Thor (filho de Odin).

As letras das músicas são escritas em inglês e também em idiomas nórdicos. Caracterizando-se principalmente pelo vocal gutural, pelas rápidas guitarras distorcidas e bateria de peso, pelo uso de instrumentos pouco convencionais, que remetem aos utilizados primitivamente na facção de música nórdica (violinos rústicos, alaúdes, violões folk, etc), e, em especial, pelas letras, sempre com esse padrão de temática, abordando as batalhas e a vida de deuses e seres míticos.


Este estilo vive forte na Europa, principalmente na Escandinávia e Polônia, algumas das bandas mais conhecidas são:

Ensiferum
 Enslaved

Amon Amarth

Bathory

5Hugin Munin (Viking Metal brazuca)

O tratamento artístico-visual também é relacionado a temática viking, o que pode ser observado nos clipes das bandas, nas artes das capas dos CD e também no vestuário utilizado em suas apresentações. Assim como as bandas, os fãs e seguidores da vertente também utilizam características visuais para compor seu estilo.
As valquírias eram belas jovens mulheres (servas de Odin) que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. E quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.

Valquírias
 As fãs de viking metal são comparadas com as valquirias, então aí vão algumas características do estilo viking, com peças e acessórios que compõem o visu woman nórdico...

Expressão viking através do cabelo e tatoo's
 8Anéis com pedras místicas e preciosas, colares/brincos com símbolos nórdicos
 simbologia nórdica
 Valquírias
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Olhar Fotográfico - Linda Morena: Macapá

(...) compadre, Macapá é uma linda morena.
Vês que de manhã aquele solzão bate no Amazonas que chega até encandear a gente.
Macapá é uma cidade segura. Aqui o rio nunca transbordou.
E quando o sol vai embora, mano, nós ficamos com a certeza que ele voltará.
E assim como nós acreditamos nisso, nós acreditamos no futuro e no trabalho de nossos irmãos”

Na essência da poesia a Macapá o que vamos encontrar é a alma do povo. O povo que sonha, ama e constrói.

Fernando Canto 






  




Trecho do Poema: Macapá Cheia de Prosa e Verso de Fernando Canto (http://fernando-canto.blogspot.com.br/2010/02/macapa-cheia-de-prosa-e-verso.html)



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Arte de Rua: Grafitagem

 Por: Catita Clube

Grafite é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. O que antes era considerado apenas como ato de vandalismo agora é reconhecido como arte.

Normalmente difere-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros de renome, como Osgemeos, criadores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, como a grande fachada da Tate Modern de Londres, reconhecem ter um passado de pichadores.

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram base para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. 

Jean-Michel Basquiat

Dentre os grafiteiros, talvez o mais notável seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, principalmente pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX.

Otávio e Gustavo Pandolfo

O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo. Os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, mais conhecidos como os Gêmeos, fazem parte do grupo de grafiteiros brasileiros mais famosos, tendo iniciado seu trabalho em 1987. Foram responsáveis por desenvolver técnicas que definiram um estilo no grafite brasileiro. Os desenhos com temas voltados a crítica social e política tornaram suas obras requisitadas em várias partes do mundo.

 Por: Catita Clube

Outra dupla que também faz muito sucesso lá fora e aqui no Brasil é a “6emeia“, formada por Anderson Augusto (SÃO) e Leonardo Delafuente, moradores do bairro da Barra Funda, que desenvolveram uma técnica muito interessante de grafitagem em bueiros, postes, tampas de esgoto e demais objetos do cenário urbano. A proposta de trabalho da dupla é unir arte com as coisas simples do nosso cotidiado. Para eles, até o mais esquecido e indiferente objeto, se olhado com cuidado, pode exalar arte.

No Amapá o grafite vem ganhando seu espaço através do grupo de artistas Catita Clube que nos últimos tempos vem dando um ar mais artístico aos muros, prédios abandonados, placas e tudo o que for “pintável” em alguns principais pontos da cidade de Macapá.





 Por: Catita Clube



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Olhar Fotográfico - Flysurf na Orla

Uma pipa (kite), barra e linhas de controles, um trapézio (cinturão) e uma prancha, o Flysurf, ou  kitesurf, já faz parte da paisagem da Orla de Macapá. Uma rápida passada pelo local no fim da tarde mostra vários adeptos da modalidade: