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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Banda Profetika

 
 
Quem nunca pirou ao som de Profetika?  Eu, Bianca Oliveira, já pirei demais, cada música transmite uma mensagem especial, faz com as pessoas pensem sobre a atual sociedade em que vivemos. Bom para quem não sabe, a Profetika é uma banda de Thrash Metal (o Thrash é uma fusão entre o hardcore e o heavy metal com alguns elementos de punk também) formada em maio de 2008 na cidade de Macapá – AP, e tem como principais influências bandas como Slayer, Metallica e Lamb of God. Conta com cinco integrantes: Michel Lawrence (vocal), Felippe Keleb (baixo), Jaime Lopes, Sergiomar Jr. (ambos tocam guitarra) e Tato Silva (bateria). Tato Silva atuou como free-lancer ao lado de Soraya Moraes (vencedora do Grammy Latino 2008 em três categorias).
Vocês sabem por que a banda se chama “Profetika”?! Ao contrário do que algumas pessoas pensam a banda não tem pretensão de passar nenhuma mensagem religiosa, o nome é baseado no sentido de levar uma mensagem sobre coisas que irão acontecer em uma sociedade que não se preocupa com seu futuro e segue destruindo-a com a marginalidade, corrupção, poluição, guerras, fome e dor, uma espécie de “profecía”, por isso a banda se preocupa em compor letras que tragam reflexão sobre o mundo em que vivemos.
 
 
A Banda Profetika já tem gravado dois EPs (que é uma espécie de CD, só que com uma quantidade menor de músicas) cada um contêm cinco músicas, um com o próprio nome da banda lançado em 2008 e o outro “Serial Killer” em 2010, os dois foram gravados e produzidos de forma independente e com recursos próprios no estúdio Poliphonic Records. E em 2011 teve uma de suas músicas “Serial Killer” escolhida pelo site Metal Land para fazer parte da coletânea virtual “KINGDOM OF METAL LAND VOL. 2” e com isso várias pessoas de todo o Brasil tiveram acesso ao som que a banda faz, o que foi ótimo para divulgar a música dessa galera.

A banda é um dos membros fundadores da ACIAP (Associação de Cultura Independente do Amapá), associação essa que através do Coletivo Palafita, que é interligado ao Circuito Fora do Eixo, vem contribuindo significativamente para o crescimento da cena independente local (através de workshops, mostras, eventos de médio e grande porte com a participação de nomes reconhecidos nacionalmente e internacionalmente)  e também participa do Movimento Liberdade ao Rock.
Profeitka já se apresentou em eventos como:
• Christian Metal Force 2010
• Festival Quebramar de Música Independente 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012 dividindo o palco com bandas como: Ratos de Porão, Mukeka di Rato, Pepeu Gomes, O Teatro Mágico, Torture Squad e recentemente abriu o show de uma das maiores bandas de metal do Brasil o Korzus;
 
• Grito Rock Macapá 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013 dividindo palco com a banda Delinquentes, dentre outras..
• Grito Rock Mazagão 2011
• Grito Rock Boa Vista-RR 2010 onde foi head line da programação;
• Expo-feira Agropecuária do Amapá 2009;
• Ensaio Aberto Ná Figueiredo-PA 2010;
• Altar Underground-PA 2010;
• Pillar Underground 2010 e 2011;
• Caverna Club-PA 2010;
• Riferanna HCMetalfest 2010 abrindo o show da banda Puritan-ES;
• Abertura do Show do Grupo Apocalipse 16 em 2010;
• Programa O Troco na TV em 2011;
• Dia mundial do Rock 2012;
• Programa Batendo Lata em 2013
E no ano passado, de maio até setembro, os integrantes tinham decido parar de tocar, mas a saudade falou mais alto e eles voltaram (para a alegria de todo o seu público que é fiel e segue a banda em quase todos os eventos que a mesma toca). E já que eles voltaram, esse ano estão com vários projetos, estão finalizando a gravação de uma nova musica e depois irão gravar um clipe, além de várias apresentações que estão programadas para o ano todo. Isso aí é um pouco da história de uma das bandas mais influentes do estado, quem nunca ouviu ou não conhecia fique ligado nas próximas apresentações que promete fazer qualquer um virar “super fã” da banda.
 
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Diva Metalhead: Hanna Paulino, talento e garra.


Hanna Paulino, nascida em 25 de Fevereiro de 1987, além de mãe da pequena Lohanna, pode ser atualmente considerada a grande Diva dos Headbangers amapaenses. Blogueira colaboradora do influente Blog Cultural Eu Sou do Norte e vocalista da banda de Heavy Metal Amapaense HidraH, poussui uma voz que vem encantando os fãs do Heavy Metal tradicional e contribuindo para alavancar cada vez mais o gênero no Estado.

Sua predisposição para a música começou desde cedo, quando na infância escutava Whitney Houston e tentava cantar como ela. Mas foi apenas na adolescência que teve sua paixão despertada pelo Heavy Metal. Sua primeira experiência com banda foi em 2003, quando foi convidada por um amigo para fazer parte da banda Senzafine, primeira banda de Gothic Metal do Estado, fazendo cover da banda italiana Lacuna Coil, que acabou finalizando suas atividades devido à ida de alguns integrantes para fora do Estado. Em 2006, integrou a banda Ethereal Soul, seguindo a mesma linha musical do projeto anterior, mas que não seguiu adiante devido à falta de tempo e outros pormenores dos integrantes.


Após alguns anos longe dos palcos, por volta de 2008, em um reencontro com um grande amigo, André Reis, recebeu o convite para realizar um teste para a recém-formada banda de Heavy Metal HidraH, na qual está até hoje. Com Andrey Góes – Guitarra, Antônio Praxedes – Baixo, André Reis – Bateria e Daniel Abreu – Guitarra, a banda entrou de vez no Hall das grandes em 2011 quando abriu o show da banda Angra no Estado, no qual Hanna tocou grávida da sua primeira filha, Lohanna. Desde então, a banda já é figura importante no cenário amapaense, tendo tocado no mesmo palco de bandas como Bywar, Dr Sin e feito uma dobradinha na qual Hanna realizou um dueto com Edu Falaschi, vocalista da banda paulista Almah e que tem renome internacional devido sua história na banda Angra.

Atualmente a banda HidraH encontra-se em processo de produção do seu primeiro CD, que contará com os já conhecidos hits da banda, Desert Fields e Reing of Fire. Mas, enquanto isso continua animando os headbangers em seus shows tocando os clássicos de suas principais influências que vão de Angra à Iron Maiden, que ganham uma cara diferente na voz da frontwoman Hanna, “com uma pitada de improviso ou de novidade no meio dos trechos, é o que torna a banda um pouquinho diferente de uma banda cover essencialmente.” (André Reis – Ao Blog Olhar Alternativo).

Hanna Paulino sem dúvidas se tornou uma figura importante para Heavy Metal Amapaense, com sua famosa expressão “Força Banger”, ela ajuda a construir um cenário, com seu carisma, garra, beleza e muito talento.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Headbanger ou Metaleiro?




Hoje irei abordar um tema do qual sou bastante experiente, a utilização dos termos Metaller, Metalhead, Headbanger e Metaleiro. Em meados da década de 70 na Inglaterra, quando o Heavy Metal apresentava uma primeira safra de bandas, a BBC, Observer e outras entidades jornalísticas, passou a adotar o termo Metaller para os seguidores do movimento, depois de ter passado pela Fase-de-ataque da parte do movimento Punk puro (mais ou menos 1976 até 1979), a segunda safra de bandas, conhecida mais como NWOBHM, que traziam bandas ainda mais pesadas tomou conta da Inglaterra e alguns jornais passaram a usar também o termo Headbanger, pois os conservadores de Sua Majestade Elisabeth II, viam toda aquela garotada "Batendo a cabeça" como condenados infernais (The Times, 2nd April 1980). Lemmy Kilmister, inglês, mas residente Californiano e Roadie Crew de Jimi Hendrix durante o 1° Woodstock em 1969, fundou na segunda metade dos anos 70, entre EUA e Inglaterra, o Power Metal Motorhead fazendo pirar a cabeça dos bangers yankees, especialmente em San Francisco. E os Ingleses respondem logo depois com o Venom.
O Termo Headbanger ficou cada vez consolidado porque o Verdadeiro Heavy Metal Americano nascia naquele momento e era mais pesado do que nunca. No Brasil, no final dos anos 70 e início dos 80, nós daquela época, simplesmente traduzimos o termo Metaller inglês para Metaleiro porque era mais original e nós, por uma questão de patriotismo, não queríamos adotar metaller que soava estranho. As outras gerações de fãs heavy foram seduzidas por bandas cada vez mais pesadas e o termo usado naquele período, graças ao programa TV Headbanger's Ball da MTV Americana passou oficialmente para headbanger. A imprensa brasileira ainda tinha como visão o metaleiro e no Brasil era muito discriminado por ser considerado coisa de viciados em drogas (especialmente durante o Regime Militar). O tempo foi evoluindo, a indústria do Metal foi crescendo muito e, por uma questão social (ou talvez psicológica) os novos fãs começaram a rejeitar cada vez mais o termo metaleiro que era muito brega e muito brasileiro, principalmente graças à um festival promovido pela Rede Globo em 1985 onde o Língua-de-Trapo performou a cômica Os Metaleiros Também Amam ridicularizando e rotulando negativamente o Metal em geral. A imprensa brasileira e fanzines como a Rock Brigade não foram capazes de investigar e tirar fora do baú um pouco de historia e Cultura e hoje existe um Mal-Entendido entre ser um verdadeiro headbanger que escuta somente o verdadeiro Metal e em um certo modo comportamental e ser um metaleiro que é burro, ignorante e só suja a imagem. Provavelmente existe uma certa diferença entre os metaleiros de hoje e os metaleiros de ontem. Uma coisa é certa: os metaleiros de ontem amavam o Metal, viviam o Metal 24 horas por dia, 7 dias por semana e 366 dias por ano sem se preocupar em fazer distinções entre quem escutava o Heavy Metal e quem escutava o Rock Nacional de então. Pelo contrário: existia uma grande sinergia entre nós e um grande respeito. Mas era um outro tempo aquele.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A MÍDIA BRASILEIRA, O ROCK E A ALIENAÇÃO (Part. 2)


Não é só pela mídia ser controladora e formadora de opinião ruim que roqueiros não gostam dela, é também porque distorce a ideia do que é o verdadeiro Heavy Metal e Rock N' Roll. A mídia é uma das grandes culpadas pelo Rock ter sido morto pela década de 2000, e tudo começou quando na década de 70 a Mídia ainda fazia uma propaganda positiva com o Rock, já que sempre elogiava os Beatles e outras bandas iguais a eles (ou não). Nisso, o Pop já conspirava contra o Rock, e resolveu influenciar a Mídia para adotar uma atitude contrária àqueles bárbaros de cabelo grande que tocavam música "pesada”.
A Mídia adotou uma atitude puramente preconceituosa, tratando o Heavy/Rock como uma poluição sonora feita por um bando de bárbaros.
Em meados de 99/2000, onde a MTV, a revista Rolling Stone e outros veículos (principalmente canais de TV aberta) começaram a considerar qualquer banda que tinha uma bateria e uma guitarra como banda de Rock, mesmo que fosse Reggae ou Música Clássica. Na verdade a Mídia sabe muito bem que bandas como  Restart não são realmente Rock, mas o público não sabe! O trabalho que a Mídia fez foi tão bem realizado que agora o público inteiro é idiota e controlado por ela.
A Mídia não se permite mostrar de maneira nenhuma um pouquinho que seja de Rock de verdade. E Se mostra, mostra de forma totalmente preconceituosa, sensacionalista e sem a menor profundidade. E quanto ao Rock de verdade? A Mídia só vai fazer uma cobertura para um show de uma banda mainstream que até os hereges conheçam, como Iron Maiden ou Metallica. Em uma vinda do AC/DC ao Brasil, a Rede Globo, a TV tão querida por ter inventado o termo "metaleiro" (ver matéria UM POUCO DA HISTÓRIA HEADBANGER), fez uma homenagem ao AC/DC no programa Caldeirão do Huck, onde o apresentador Luciano Huck e os campeões nacionais do game Rock Band fizeram uma performance com a música Back TO Black de AC/DC. Mas não seria "Back IN Black"? Muitos riram deste acontecimento, mas outros ficaram bem ofendidos por terem confundido o nome de uma música tão conhecida - além do que, "Back TO Black" é da Amy Winehouse!

Outra gafe da Rede Globo foi falada no portal G1, onde o site noticiou que Janick Gers e Nicko McBrain eram membros do Metallica, quando na verdade Janick é guitarrista e Nicko o baterista do Iron Maiden. Pois é, errar nomes de integrantes é normal para a Rede Globo! Pra provar isso, o Jornal Hoje exibiu uma matéria onde uma repórter fala com exclusividade com o Iron, quando este fez show aqui também. A repórter Mariana Gross diz enquanto narra sua trajetória ao camarim: "Aqui no camarim só entra, com adesivo... a gente entra, encontra a equipe... aqui o camarim do Lauren Harris...".Lauren Harris é a filha do Steve Harris! Dá pra perceber que Lauren é nome de mulher não?! Vai trocar o sexo do baixista de uma hora pra outra?!!

Mas não é só a Globo quem comete suas gafes. O Leitura Dinâmica, programa jornalístico da Rede TV já falou que o quarteto fantástico Beatles era composto por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Gringo Starr.
Isso só mostra que a Mídia realmente está pouco se fudendo para o Rock de verdade. É claro que a mídia mais específica não comete estes erros tão bobos, mas é triste que ela não seja mainstream. Temos que conviver com a revista Veja falando que cultuamos uma barulheira, ou viver aguentando surtos hereges de meninas histéricas que leem Crepúsculo, vestem preto e acham que são góticas.
O preconceito é tão forte com o Heavy/Rock que todos acham que é um barulho musical feito pra xingar Deus e o mundo e promovendo shows com pancadaria e anti-humanismo, mas se alguém não percebeu, ritmos como o funk carioca, sertanejo ou axé influenciam muito mais as pessoas à futilidade, preconceito e ao uso de drogas ilícitas e licitas, além do apelo sexua.
Na terceira e ultima parte dessa matéria você vai ler um pouco mais sobre o “ROCK IN RIO” e as bandas brasileiras que fazem sucesso lá fora. Por que a mídia do exterior não tem preconceito com o rock? Aguardem.
Continua...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A MÍDIA BRASILEIRA, O ROCK E A ALIENAÇÃO (Part. 1)


"Mídia siginifica todos os meios de comunicação, os veículos que são utilizados para divulgação de conteúdos de publicidade e de propaganda"
A mídia é uma das mais eficientes formas de alienar e manipular uma pessoa. É por causa da mídia que exitem pessoas fúteis, metidas, egocêntricas, burras e manipuladas. Alguns veículos que a mídia utiliza para destruir o cérebro humano são: televisão, rádio, internet, "mídia impressa" de jornais e revistas, e qualquer outra forma de comunicação. O impacto que a mídia causa numa pessoa é gigantesco, pois faz ela ser controlada e dependente do Sistema de uma forma que fica quase impossível de sair dele.
A mídia ensina valores errados, mundanos e superficiais, pois não quer cidadãos inteligentes e com opinião própria, e sim que nós consumemos tudo o que ela tem a oferecer. Você é apenas um fantoche que engole todo o lixo que ela produz. Assim ela ensina valores como o consumismo, moda, tendências, apenas para formar a sua personalidade, fazendo você ser um robozinho.
O Rock é o único gênero que critica de um modo abrangente a corrupção, violência, problemas sociais de nosso país, onde atinge em cheio a base de nossa sociedade, A JUVENTUDE. O Rock é uma arma tão poderosa na luta contra a corrupção que eles estão fazendo de tudo para dar ênfase ao Pop, Funk, Sertanejo, Axé, Happy Rock, onde nada é criticado somente coisas fúteis e inúteis. No século XX o rock tinha muito mais letras falando sobre coisas relacionadas a guerra, violência, países, sociedade.
Muitos já perceberam que roqueiros são orgulhosos justamente pelo tipo de música que evita a "lavagem cerebral", a mídia morre de medo da revolução, por que isso tira o controle deles sobre o povo, e faz com que o povo tenha controle sobre a mídia.

Nas próximas matérias você ficará sabendo um pouco mais sobre essa eterna briga entre o Rock e a Mídia.

Continua...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Rock e Indústria Cultural


No início do século XX, Theodor W. Adorno – um dos mais proeminentes pensadores da Escola de Frankfurt – dedicou alguns dos seus textos para refletir sobre um fenômeno da chamada indústria cultural. Esse conceito, segundo o pensador, consistia em estabelecer quais as implicações do processo de mercantilização das práticas culturais. Segundo ele, desde o século XIX, a cultura passou a ser aviltada pelo interesse do sistema capitalista.

Para exemplificar seu raciocínio, Adorno buscou, principalmente na música, um exemplo dos problemas que implicariam na comercialização da cultura. Em seu famoso texto “O fetichismo na música e a regressão da audição”, o autor vai demonstrando quais seriam os problemas que a reprodução da música por meio do disco e do rádio trariam à cultura. Além disso, fazendo uma análise musical, tomando o jazz como principal referência, o autor vai demonstrando como determinados padrões de repetição estética empobreceriam o gosto musical das pessoas.

Em certa medida, as críticas deste pensador alemão em muito definem a situação da cultura e, por vezes, parece falar da situação contemporânea. Sem dúvida, nos dias de hoje, muitas pessoas moldam seu gosto musical por meio de padrões estéticos e simbólicos oferecidos pelos meios de comunicação. Ao mesmo tempo, as gravadoras cada vez mais se preocupam em vender do que privilegiar o processo criativo livre dos artistas.

As ideias de Adorno, elaboradas em 1938, estabeleceram uma visão apocalíptica sobre o futuro da música cooptada pela indústria cultural. No entanto, o surgimento de um novo estilo musical nos Estados Unidos viria a contrapor-se às teorias elaboradas pelo pensador alemão. O rock’n roll foi um estilo que surgiu entre a população jovem estabelecendo uma leitura das contribuições de três gêneros populares anteriores: o country, o blues e o jazz.

Utilizando as mesmas formas “limitadas” do fazer musical instituído no início do século XX, o rock utilizava de ritmos fortemente sincopados para falar sobre novas concepções de vida, amor e mundo. Mesmo em seus primórdios, onde as letras falavam do prazer de se dançar o rock ou situações românticas, podemos reconhecer visões de mundo que demonstravam as mudanças de valor que marcaram essa época. Nesse sentido, podemos ver no rock uma manifestação cultural capaz de pensar e refletir sobre o contexto de uma época.

Mesmo entre os roqueiros de grande projeção comercial, podemos notar a presença de canções onde a ingerência de uma indústria cultural parece ser falha. Já em 1956, a canção “Long Tall Sally”, de Little Richard, falava sobre as aventuras sexuais de um homem que buscava nas relações extraconjugais uma fuga das obrigações do trabalho e do matrimônio.

Até mesmo nas mais românticas canções de Elvis Presley, visto por muitos como um roqueiro demasiadamente comportado, vemos uma interessante contradição. A imagem máscula e atrativa do “rei do rock” fazia um interessante contraste com letras onde ele se mostra completamente subordinado à figura feminina. Em canções como “Hard Headed Woman”, “Teddy Bear” e “Devil in Disguise” temos claros exemplos da situação apresentada.

Por fim, poderíamos dizer que o rock morreu com a indústria cultural? Definitivamente, não. Basta lembrar que no início dos anos de 1980, o AC/DC, uma das mais cultuadas bandas do rock, detém a marca do segundo disco mais vendido da história. Caso esse argumento não seja bastante, podemos vislumbrar como uma banda fabricada como “The Monkeys” saiu para o trabalho independente e conseguiu boas vendagens combinadas com letras críticas como “Pleasant Valley Sunday”.

Sem seguir regras ou as exigências dos próprios fãs, esse gênero musical busca transgredir padrões e não cultuar o passado ou os primórdios de um tempo áureo. Por isso, o rock é uma forma de se conceber e não cristalizar a arte com criatividade e inovação. Clássico, pesado, pop, hard ou punk, o rock ainda presa por uma liberdade criativa que, talvez, nem mesmo Adorno pudesse ter imaginado.

ADAPTADO DE BRASIL ESCOLA

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

THE ROCK IS DEAD?


"O Rock esté mais do que morto
Choque é tudo em sua casa
Sexo e Droga são tudo o que nos alimenta
Então foda-se seus protesta e coloquem-nos na cama"

Tradução da música ROCK IS DEAD de Marilyn Manson acima, é um retrato totalmente difeferene da real morte do Rock'n'rool.

"Está tudo acabado. O rock ’n’ roll é uma merda. É funesto. Não estou mais interessado nisso – acho que a música já atingiu o fundo do poço."
Johnny Rotten, vocalista do Sex Pistols, em 1980.

"O instante em que você começa analisar seu rock é o mesmo instante em que ele morre. É por isso que o rock está morto faz tempo. Tem muita analisação e nenhuma rockalização."
Barry, vendedor de discos interpretado por Jack Black no filme Alta Fidelidade.

"A atitude rock não morreu, mas a música deixou de ser vital. Não possui mais o mesmo significado."
David Byrne, fundador da banda Talking Heads.

"Apesar do enorme fluxo de novos artistas, o mundo do rock me parece cada dia mais envelhecido, mais previsível, mais chato."
James Miller, crítico de música e editor da História Ilustrada do Rock, enciclopédia publicada pela revista Rolling Stone.

"Vocês são um bando de escravos... O rock está morto."
Jim Morrison, líder do The Doors, gritando com seus companheiros de banda ao encerrar as gravações do último disco do grupo, em 1969.

"Todo mundo sabe que o rock atingiu sua perfeição em 1974. É um fato científico."
Homer Simpson, no episódio Homerpalooza.

FONTE: REVISTA SUPERINTERESSANTE

domingo, 14 de agosto de 2011

METAL É CULTURA

O Metal é uma cultura não regional, de proporção mundial. Uma cultura ampla e ramificada de grande expressão e peculiaridades.

- O Black Metal foi/é influenciado por Nietzsche e Hitler, adota um certo darwinismo social, além de ter visão crítica sobre política.


- O Folk Metal e seus ramos (viking, celta etc) é adepto de folclores e mitologias, cultura nórdica, celta, medieval, andina.

- O Gótico usa elementos eruditas nas músicas, adotam temas de religião, alguns dos "cenários" são da era vitoriana outros da romana e moderna.
E é obvio a adoção ao estilo gótico europeu, que se tornam uma filosofia de vida. Além de abranger a arquitetura e vestuário.

- O estilo de canto gutural foi criado pelos monges tibetanos.

Metal é o ápice da música. Música é cultura e o ápice da música "produz" cultura de alto nível.

QUEM GOSTOU ENTRA NA COMUNIDADE:
http://www.facebook.com/pages/Tribos-AP/196873947073709












sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UM POUCO DA HISTÓRIA HEADBANGER - DA INGLATERRA 1970 AO AMAPÁ 2011

 
          Em meados da decada de 70 na INGLATERRA o movimento da primeira safra de bandas heavy como Black Sabbath, Judas Priest e outras começou a se tornar coisa cada vez mais séria. Tanto séria, que a mìdia (composta por pessoas muito mais competentes do que os "gostosões" de hoje...) BBC, Observer e outras entidades jornalisticas, passou a adotar o termo "METALLER" para os seguidores do movimento (se não acreditam, basta somente digitar "metaller" em qualquer site de procura e terão uma boa surpresa...)
Depois de ter passado pela FASE-DE-ATAQUE da parte do movimento PUNK puro (mais ou menos 1976 até 1979), a segunda safra de bandas, conhecida mais como NWOBHM, que traziam bandas "ainda mais pesadas" como Maiden, Saxon, etc, etc... tomou conta da INGLATERRA e alguns jornais (muito competentes também!) passou a usar também o termo "HEADBANGER", pois os conservadores de Sua Majestade Elisabeth II, viam toda aquela garotada "BATENDO A CABEÇA" como condenados infernais (The Times, 2nd April 1980). Lemmy Kilmister, inglês, mas residente CALIFORNIANO e roadie crew de Jimi Hendrix durante o 1° Woodstock em 1969, fundou na segunda metade dos anos 70, entre EUA e INGLATERRA, o Power Metal MOTORHEAD fazendo pirar a cabeça dos bangers yankees, especialmente em San Francisco. E os INGLESES respondem logo, logo, logo depois com o VENOM!!! O Termo "HEADBANGER" ficou cada vez consolidado porque o VERDADEIRO HEAVY METAL AMERICANO nascia naquele momento e era mais pesado do que nunca! Logo depois veio a fantastica safra THRASH e aí o resto é história... 

No Brasil, no final dos anos 70 e início dos 80, nós daquela época, simplesmente TRADUZIMOS o têrmo "METALLER" inglês para "METALEIRO" porque era mais original e nós, por uma questão de PATRIOTISMO, não queríamos adotar "metaller" que era RIDICULO!! As outras gerações de fãs heavy foram "seduzidas" (inclusive eu também) por bandas cada vez mais pesadas e o têrmo usado naquele periodo, graças ao programa tv "HEADBANGER'S BALL" da MTV AMERICANA passou oficialmente para "headbanger". A imprensa brasileira ainda tinha como visão o "metaleiro" e no Brasil era muito discriminado por ser considerado coisa de "viciados em drogas" (especialmente durante o Regime Militar). O tempo foi evoluindo, a industria do Metal foi crescendo muito e, por uma questão SOCIAL (ou talvez psicologica) os novos fãs começaram a rejeitar cada vez mais o têrmo "metaleiro" que era muito BREGA e "muito brasileiro", principalmente graças à um festival promovido pela Rede Globo em 1985 onde o Língua-de-Trapo performou a cômica "Os Metaleiros Também Amam" ridicularizando e rotulando negativamente o Metal em geral. A imprensa brasileira e fanzines como a "ROCK BRIGADE" não foram capazes de investigar e tirar fora do baú um pouco de historia e CULTURA e "HOJE" existe um MAL-ENTENDIDO entre "SER UM VERDADEIRO HEADBANGER" que escuta somente o "verdadeiro Metal" e em um certo modo "comportamental" e "SER UM METALEIRO" que é burro, ignorante e só "suja a imagem". Provavelmente existe "uma certa diferença" entre os metaleiros de HOJE e os metaleiros de ÔNTEM. Uma coisa é certa: os "metaleiros" de ÔNTEM amavam o Metal, vivìam o Metal 24 horas por dia, 7 dias por semana e 366 dias por ano sem se preocupar em fazer distinções entre quem escutava o Heavy Metal e quem escutava o Rock Nacional de então. Pelo contrário: existia uma grande SINERGIA entre nós e um grande RESPEITO. Mas era um outro tempo aquele.
          No Amapá, o estilo HEADBANGER já prevalece a alguns anos e vem sendo passado para as gerações seguintes. Mas apenas em 2011 o estilo está ganhando forças e prestígio. Começando pelo fato de que essa geração tem formado excelentes bandas de heavy metal, das quais podemos destacar a belíssima banda HIDRAH (da qual sou fã), as bandas MARTTYRIUM, AMATRIBO, ANONYMOUS HATE, dentre outras. E por estarmos contando com  um inédito apoio do poder público, a anos reclamavos que nossa classe estava esquecida, mas enfim o Governo do Estado do Amapá e a SECULT (com o brilhante trabalho do secretário Zé Miguel) viabilizou a todos um momento histórico para o Estado e para a vida de muita gente, trazendo para tocar no meio do mundo a banda de Power Metal brasileira ANGRA, banda de renome internacional, sendo reconhecida principalmente por seu grande público no Japão e na Europa  e da qual sou fã desde os 9 anos de idade.
          Esse show abriu muitas portas para o movimento HEADBANGER no Estado do Amapá, esperamos continuar contando com o apoio e união do Governo, Empresários, Publicitários e Fãs amapaenses para que possamos repetir momentos como esses em um Estado que é carente nesse aspecto.